Se você acabou de chegar, seja muito bem-vindo!
No post de hoje, eu explico como foi o processo decisório e emocional de fazer o meu mochilão pela Ásia.
Se você está pensando em fazer esse tipo de viagem, sugiro ler esse post até o final. Você está a dois passos de mudar a sua vida para sempre.

Contexto
Na época em que resolvi fazer o meu mochilão, estava morando na França e era o fim do meu visto “Férias e Trabalho”, o qual posso falar a respeito em próximos posts. Assim, com o visto acabando, sem namorado e ainda pouca vontade de voltar ao Brasil, eu tomei uma decisão: “vou para a Ásia fazer um mochilão”.
Na verdade, a ideia não veio assim do nada. Minha amiga francesa, Aude, tinha viajado por 3 meses pela Ásia e me contou sobre como tinha sido incrível. Eu vi as fotos e achei demais, mas pensava que era impossível ficar tanto tempo fora sem trabalhar.
Dinheiro
O que a gente não sabe é que a Ásia é muito mais barata do que se imagina e que com algum dinheiro guardado, dá para fazer uma bela viagem. Ainda mais se você vai no estilo “mochileiro”. Fora isso, a Aude me contou sobre como a Ásia é segura e que por vezes, ela se sentiu até mesmo mais mais em segurança lá do que na França.
Dessa forma, desiludida pelo amor e em busca de uma aventura que fosse me trazer respostas sobre a vida, comprei minha passagem SÓ DE IDA 3 meses antes do final do meu visto.
Ou seja, meu processo decisório foi muito mais fácil pelo simples fato de ter uma amiga próxima que tinha acabado de fazer aquilo tudo. Aquela velha história da representatividade né. Eu pensava: “bom se ela fez, eu também consigo!”
Ela me contou como tudo era fácil, preços baixos e que foi a melhor experiência da vida dela. Então, para mim, na época, seguir para a Ásia parecia tão óbvio quanto acordar para trabalhar no dia seguinte. Afinal, eu não queria voltar para o Brasil e não podia continuar na França.
O embarque
Então, nos três meses que se passaram, eu basicamente ignorei o fato de que em breve estaria do outro lado do mundo, cercada por locais que não falam a minha língua, longe de tudo e de todos. Vivi tranquilamente. Até que chegaram os 5 dias que antecediam a viagem e eu comecei a pensar:
- O que eu preciso levar?
- Será que tá faltando documento?
- E remédio?
- Eu vou sobreviver?
- E se eu em machucar?
- Por que eu to fazendo isso?
- E se eu não fizer amigos?
Mas nada mais desesperador do que estar no avião SOZINHA viajando sem rumo definido pela primeira vez na vida. Eu senti medo. Muito medo. Mas aquele medo gostoso, sabe? Um medo misturado com uma expectativa de tanta coisa que estava por vir, tanta história para viver.
Ah e uma coisa muito importante de organizar antes de partir é um bom SEGURO-SAÚDE, além de ser algo que podem te pedir na imigração (dependendo do país que você está indo), você pode de fato ter emergências médicas durante o percurso, isso faz parte. Eu uso e recomendo o comparador de seguros, porque eles vão fazer a cotação de várias empresas até chegar na melhor para você!
Cheguei
E foi assim, com essa mistura doida de emoções que eu cheguei no meu destino número 1: a Tailândia, mais especificamente a ilha de Koh Samui. Porque era assim que eu queria começar as minhas férias: na praia, de pernas para o ar, lendo um livro.
Obviamente, não foi isso que aconteceu. Mas o resto dessa história fica para o próximo post.
